Fedora 16 dando adeus ao ext4

Noticia retirada do lonelyspooky.

Pelo menos, se depen­der dos desen­vol­ve­do­res do Pro­jeto Fedora, é o que vai acon­te­cer, o ext4,
um sis­tema de arqui­vos muito bem suce­dido e ampla­mente difun­dido,
vai dei­xar de ser o default para ceder lugar ao novís­simo BTRFS e isso, nas pala­vras de Josef Bacik (res­pon­sá­vel pelo BTRFS no Fedora) será uma das fea­tu­res que farão do Fedora 16 uma rele­ase muito agressiva.

Ape­sar de pare­cer uma mudança súbita — e tendo em conta que o
Pro­jeto Fedora já está lan­çando uma rele­ase muito impe­tu­osa na
forma do Fedora 15 – sem­pre foi parte dos pla­nos ado­tar o BTRFS como
default. Basta lem­brar que esse novo sis­tema de arqui­vos está
pre­sente no Fedora desde o Fedora 11 na inten­ção de cole­tar feed­back
(comen­tei a res­peito aqui, lembra?).

É muito inte­res­sante me depa­rar com essa notí­cia por­que, ainda essa semana, pen­sei em saber se exis­tiam pla­nos para um ext5
em breve. Se você quer saber, a res­posta é não. Em vez de
desen­vol­ver um novo sis­tema de arqui­vos, os desen­vol­ve­do­res do
ext4 pla­ne­jam ape­nas con­ti­nuar o desen­vol­vi­mento deste,
adi­ci­o­nando novas melho­rias por um longo tempo. Com minha
curi­o­si­dade sanada, me lem­brei de que, mesmo que em breve um ext5
esti­vesse por aí, não faz parte dos pla­nos do Fedora adotá-lo; o BTRFS
foi adi­ci­o­nado já no Fedora 11 jus­ta­mente para dei­xar os sis­te­mas “ext” para trás.

Até agora, para tes­tar o BTRFS no seu Fedora era pre­ciso fazer um macete,
mas, a par­tir do Fedora 15 ele pas­sará a ser uma opção de for­mato, o
que, espera-se, trará milha­res de usuá­rios (entenda-se poten­ci­ais
tes­ta­do­res), que defi­ni­rão se o novo sis­tema de arqui­vos já está
pronto para viver entre nós, meros mortais.

Ape­sar do meu texto ser muito sim­plista, caro lei­tor, acre­dite,
há mais em tra­zer o BTRFS ao seu sis­tema do que supõe sua vã
filo­so­fia. Ins­ti­tuir um novo sis­tema de arqui­vos afe­tará
diver­sos outros softwa­res que são essen­ci­ais para que seu Linux
fun­ci­one cor­re­ta­mente e posso citar as prin­ci­pais pedras no
caminho:

  1. GRUB: Como o GRUB des­co­nhece BTRFS, tal­vez seja
    neces­sá­rio que a pasta /boot con­ti­nue sendo for­ma­tada em ext4.
    Ape­sar de um cola­bo­ra­dor do Fedora (Edward Shish­kin) já ter
    for­ne­cido pat­ches que resol­vem esse pro­blema de igno­rân­cia do
    GRUB, eles nunca foram incor­po­ra­dos pelo ups­tream, assim como nunca
    foram adi­ci­o­na­dos ao Fedora. A outra alter­na­tiva é migrar a
    dis­tro para o GRUB2, mas pro­ble­mas de licença têm impe­dido isso
    até hoje.
  2. Ana­conda: Embora o ana­conda lide bem com o BTRFS,
    ainda existe a ques­tão do BTRFS não pre­ci­sar mais do LVM para
    geren­ci­a­mento de volu­mes. Esta carac­te­rís­tica de geren­ciar
    volu­mes é nativa no BTRFS e, dessa forma, seria pre­ciso ensi­nar ao
    ana­conda como lan­çar mão desse recurso. Algo que pre­ci­sa­ria ser
    escrito do zero, já que, até hoje, sem­pre foi pre­ciso um pro­grama à
    parte para cui­dar dessa tarefa.
  3. Fer­ra­men­tas de Live-CD: Todas as fer­ra­men­tas
    para cri­a­ção de Fedo­ras cus­to­mi­za­dos, como o Revi­sor e o
    LiveCD-Creator, pre­ci­sa­riam ser revi­sa­das, já que toda a sua
    estru­tura é base­ada nos sis­te­mas de arqui­vos ext.
  4. FSCK: É o menor dos pro­ble­mas, mas pre­cisa ser ter­mi­nado. Encontra-se 90% pronto para lidar com o novo sistema.

Razões para ficar­mos ansi­o­sos pelo BTRFS não fal­tam: arqui­vos de até 16 EiB,
snapshots do sis­tema inteiro, com­pres­são trans­pa­rente,
geren­ci­a­mento de volu­mes nativo… Só resta tor­cer para que tudo isso
esteja maduro o sufi­ci­ente, afi­nal de con­tas, o que resta de um
sis­tema se os pro­ble­mas come­çam logo na formatação?

Eu já sei qual será meu sis­tema de arqui­vos no Fedora 15: BTRFS.

Minha opnião: Desde que foi introduzido ao fedora o etx4 só me agradou e não acho que será diferente com o  BTRFS. Nunca utilizei o sistemas de arquivo BTRFS, mas estou tentado a faze-lo.